Perícia contratada por Rafael Ramos conclui que jogador do Corinthians não utilizou o termo ‘macaco’

O lateral-direito Rafael Ramos, por meio do escritório Bialski Advogados Associados, solicitou a leitura labial de suas falas durante a partida contra o Internacional, sábado, no Beira-Rio. Na ocasião, o jogador do time gaúcho Edenílson o acusou de ter cometido injúria racial.

E a conclusão do peritos Anderson Marcondes Santana Júnior, Daniela Cristina Silva Lima Ramos Guidugli e Giovana Giroto, do Centro de Perícias de Curitiba, é de que o português não proferiu a palavra macaco no vídeo de 28 segundos que foi analisado durante dois dias. A reportagem do Meu Timão teve acesso ao laudo, que traz a seguinte descrição:

  • 00:00:03.243 a 00:00:03.623 – Rafael Ramos: “Eiii…”
  • 00:00:07.263 a 00:00:08.503 – Rafael Ramos: “Cê tá loco?!”
  • 00:00:07.463 a 00:00:07.503 – Edenílson: “maluco!”
  • 00:00:09.503 a 00:00:10.623 – Rafael Ramos: “Pô, caral**!”
  • De acordo com o laudo do Centro de Perícias de Curitiba, "a transcrição acima conclui que a fala questionada se trata da expressão 'Pô, caral**' e não há menção da palavra 'macaco', como supostamente foi alegado, no trecho da discussão do vídeo analisado", escrevem os peritos.

    A perícia informa ainda que é "imprescindível salientar que, o vídeo foi analisado na integralidade e as informações, obtidas através da Leitura Labial, transcritas abaixo, 100% do trecho com a fala questionada, em milissegundos, apresenta boa luminosidade na região orofacial, além da posição frontal dos interlocutores, condição indispensável para a perícia".

    Os especialistas responsáveis pela leitura labial (Anderson e Daniela), de acordo com o laudo, são pessoas com deficiência auditiva bilateral de grau severo a profundo e utilizam-se, desde a infância, de leitura labial para a sua comunicação habitual. Os exames foram realizados com base na fonética articulatória e fonologia articulatória, utilizando como referência o vídeo descrito e apresentado neste trabalho. Assim, a transcrição realizada, leva em consideração informações de contexto e tempo para inferir a fala associada.

    "O laudo não dá margem para qualquer dúvida: não há a palavra macaco em nenhum momento. Não houve qualquer ato de racismo, ele (Edenilson) se equivocou. Nós pedimos à delegada (em Porto Alegre) que, diante desse laudo, o inquérito seja remetido ao Ministério Público para que o mesmo seja arquivado. Eu, inclusive, já contratei uma segunda perícia sobre o caso, que ainda não está finalizada", afirmou Daniel Bialski, advogado do jogador, em entrevista ao portal Meu Timão.

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