Técnico do Timão compartilha visão sobre transições de jogo e fala adaptação ao futebol brasileiro

Após o Corinthians empatar com o São Paulo pelo Brasileirão, Vítor Pereira concedeu entrevista coletiva e compartilhou sua visão sobre sua equipe. O treinador destrinchou a parte defensiva do Timão e voltou a falar sobre o que espera do time.

"Na minha concepção metodológica, divido o jogo em quatro momentos. Agora fala-se cinco porque bola parada também é um momento do jogo e tem que ser trabalhada. E treinamos todas, as bolas paradas mesmo com pouco tempo de treino tentamos trabalhar. Uma equipe para mim tem, vamos começar do momento de organização ofensiva, que é quando tem bola, a equipe abre com seu jogo posicional, com sua dinâmica em termos de troca e isso é um momento do jogo. Vamos decidir o jogo nesse momento, portanto, na minha concepção metodológica, procuro trabalhar esse momento do jogo, a parte ofensiva, sempre que tenho oportunidade de trabalhar, a organização ofensiva", começou o treinador.

"Quando perdemos a bola, entramos em outro momento, a transição defensiva. Ou seja, estamos com a bola e passamos do momento de ter até a que não termos, por isso transição defensiva. Como quero que seja minha transição defensiva, quero que seja agressiva, fechar os espaços, fechar as linhas de passes curtas, atacar o adversário, não é uma transição defensiva com recuar. Esse é o momento da transição defensiva, que é quando nós temos que parar os contra-ataques do adversário, portanto temos que estar posicionados mesmo quando temos a bola, mesmo no momento anterior, na organização ofensiva, para estar preparado quando perder a bola, roubar do adversário e matar o contra-ataque do adversário. Muitas vezes falam de falta tática para matar o contra-ataque do adversário…. Isso para dizer que treinamos isso muitas vezes, treinamos esses dois momentos no treino, quando temos a bola e quando temos que reacionar com agressividade para roubar a bola do adversário", completou.

Vítor também comentou que o contrário também é válido, que é o momento em que o time não consegue recuperar a bola e se organiza e compacta para entrar no momento defensivo. O comandante explicou que o Corinthians está treinando dessa forma, que atrai o adversário para determinados espaços na tentativa de levar pressão e roubar a bola.

Na sequência de sua linha de raciocínio, o português passou a falar sobre a organização defensiva. Ele definiu esse momento com a rapidez após a roubada de bola, tentando se posicionar em diversas áreas do campo, mas segurando a bola quando não há velocidade para não perder a posse.

"Eu não sou um treinador que privilegia o momento de transição ofensiva no meu treino, mas sou um treinador que trabalha o momento de transição ofensiva. Quando o trabalho que estamos em organização defensiva, o próximo momento é a transição ofensiva. Quando estamos a defender já estamos pensando em como vamos acelerar um contra-ataque. Mas se não der, porque o adversário fechou, nós abrimos, ficamos com a bola e começamos o momento de organização ofensiva", declarou.

Prestes a chegar ao 20º jogo no comando do clube do Parque São Jorge, Vítor reafirmou sua preferência em um futebol ofensivo e dominante, e fez uma análise sobre sua adaptação ao futebol brasileiro.

“Acho que já falei nisso há algum tempo atrás. O futebol que eu gosto de ver jogar é um futebol dominante, um futebol jogado no meio campo do adversário, de muita posse e transição ofensiva agressiva. Só que existem momento que é impossível nós pressionarmos e então, temos que saber jogar em outros momentos. Jogar em bloco mais compacto, às vezes mais baixos. Queria que fosse sempre alto e agressivo, mas não se consegue porque os jogos são muitos seguidos", pontuou.

"O que quero dizer, é que o ideal de jogo que trouxe para o Brasil, que é o que gosto de ver jogar, é impossível. O que me agrega este campeonato, me obriga a pensar que nós temos que resolver o jogo em outros momentos, o momento de transição ofensiva, de contra-ataque, através de um bloco mais compacto e não estar sistematicamente com bola, porque não conseguimos ter pela maior parte do tempo e nem pressionar alto, como eu quero e gosto. Ou seja, eu vim com uma ideia para o Brasil, mas já percebi que tenho que ajustar essa ideia se quiser ter resultados", finalizou.

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