Vítor Pereira se diz insatisfeito com atuações do Corinthians e determina esquema tático ‘base’

O técnico Vítor Pereira concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira, dia seguinte ao empate do Corinthians com o Always Ready, da Bolívia, pela Copa Libertadores. Na avaliação do treinador, apesar da longa sequência sem derrotas, o nível de performance da equipe está abaixo do desejado pela comissão técnica.

Um dos motivos citados pelo treinador para a conclusão da análise foi o desgaste físico. O curto espaçamento entre as partidas, segundo o próprio, o obriga a realizar mudanças pontuais no esquema tático e no posicionamento dos jogadores, como no caso dos meias Renato Augusto e Willian, explicado por Vítor.

"Apesar de não perder há oito jogos, não tem jogado ao nível que eu gostaria. Os resultados, às vezes, estão melhores que as exibições, mas no sentido de dar resposta a esse problema. O Renato, por exemplo, jogava na esquerda, com o lateral e com o Willian, geralmente. A ligação entre eles deixava o Renato mais influente, é onde fica mais confortável. Como queríamos dar resposta em termos defensivos, deslocamos ele para a direita para não ter que ser o jogador que ficava lado a lado com o volante, mas que estaria um pouco mais alto para não vir tão atrás. Só que esta alternância de função prejudicou, o tirou confiança. Para encontrar a solução, encontramos um problema novo. Mas isso é treinado, vamos tentar encontrar a solução. Às vezes erramos", disse Vítor Pereira.

"O Willian, naturalmente, começou a ter uma marcação mais agressiva e ele tem que se reinventar, mas é uma fase que para ter isso, não pode ir só por dentro, tem que ir por fora, encontrar espaço. Com o Willian está sendo um pouco disso. Naturalmente, vamos encontrar os meios de se reinventar e fazer o individual sobressair. Às vezes vocês não entendem a escalação porque não tem a informação toda, de como o jogador está", avaliou.

"A acumulação da fadiga não permite eles estarem no melhor nível e se colocamos em todos os jogos, a gente começa a atrapalhar, porque atrasa para tomar decisão, não chega na bola. Isso é sintoma de fadiga, e temos que dizer isso com sinceridade: temos um bom elenco, uma família, trabalho, querem fazer o melhor, mas temos que ser honestos. Temos que olhar o plantel, os mais experientes têm mais responsabilidade, mas é impossível dar resposta em todos os jogos. Não conseguem jogar por conta do calendário", finalizou, sobre o assunto.

Após a sequência densa de jogos, o Corinthians terá no mês de junho um calendário mais permissivo à parte física de seus atletas. Vítor Pereira antecipou o planejamento da equipe que antecede a partida contra o Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores, no próximo mês.

"Temos que estar preparados. O jogo vem numa sequência horrível, Flamengo, Boca Juniors, Fluminense e outro jogo complicado, mas tá me falhando a memória. Nós, Corinthians, a minha preocupação neste momento é que perdemos o Paulinho por muito tempo, infelizmente. Temos o Cássio lesionado, o Fagner e o João lesionados, assim como o Jô. O Raul e Cantillo estavam de fora, Rafael não está inscrito. Minha preocupação tem que ser essa, com os jogadores, trabalhar em conjunto para recuperá-los o mais rápido possível, e aí poderemos dizer se estamos preparados ou não. Mas conheço que, no pouco tempo que temos, a alternância de sistemas, nos prejudica a qualidade. Vamos investir no nosso sistema base (4-3-3) que pode ter uma nuance ou outra. Podemos alterar pontualmente, mas não muito por conta do pouco tempo que temos", concluiu o treinador português.

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